O Inpes - criado em 1982, vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa aplicada nas áreas de interesse de seus cursos de graduação, pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu e implementando outros projetos em atendimento a solicitações da comunidade empresarial e administração pública, particularmente nas suas áreas de especialidades.
Visualizando a pesquisa como ferramenta de auxílio ao marketing, gestão empresarial e institucional, ações de planejamento público e de políticas sociais, o Inpes Uscs tem o objetivo de suprir as comunidades empresariais, instituições públicas e outras entidades com informações que as auxiliem na tomada de decisão, identificando oportunidades e minimizando riscos.
1) Seguir os princípios éticos da prestação de serviço de pesquisa;
2) Qualidade, agilidade e idoneidade no planejamento, coleta e análise de dados e na assessoria oferecida aos nossos clientes;
3) Atualização constante do instrumental metodológico e analítico, acompanhando as alterações do mercado e desenvolvimento tecno-científico;
4) Desenvolvimento de metodologias específicas e inovadoras para atendimento às necessidades individuais dos clientes.
O Inpes - Instituto de Pesquisas da Uscs é um departamento da instituição que se propõe a desenvolver e elaborar projetos de pesquisa em parceria com os seus clientes em todas as etapas do processo, a saber:
Mediante contratação, o Inpes executa serviços de desenvolvimento e implementação de metodologia de pesquisas - levantamento e análises de dados e prestação de serviços de assessoria.
Realização de levantamentos semestrais de dados e respectiva divulgação dos seus resultados. Para cada levantamento são selecionados em torno de 600 domicílios, mediante a aplicação da técnica de amostragem probabilística por conglomerados. A pesquisa é realizada na Região do ABC (integrada pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul), que possui uma população de aproximadamente de 1,5 milhões de pessoas residentes, agrupadas em 489 mil famílias.
Essa pesquisa gera um conjunto fixo de indicadores regionais com o objetivo de subsidiar as atividades de planejamento das empresas, órgãos públicos, entidades não-governamentais e estudantes:
Esse trabalho recebeu em 1984 o prêmio Menção Honrosa concedido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Revista Marketing por sua excelência.
O Índice Preço ao Consumidor do ABC - IPC-Uscs -, implantado em dezembro de 1993, é um indicador econômico de abrangência regional que mede o comportamento dos preços à vista para o consumidor com nível de renda entre 2 e 14 salários mínimos, com periodicidade quadrissemanal. Os grupos de produtos e serviços que compõem o orçamento das famílias são: Alimentação, Habitação, Despesas Pessoais, Vestuário, Transporte, Saúde e Educação.
Esse levantamento foi premiado em abril de 1995, pela Revista Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ao lado de outras sete instituições. Entre os critérios que levaram o IPC-Uscs à premiação estão a originalidade da iniciativa, a importância do tema pesquisado, a qualidade da análise e interpretação dos dados.
Os resultados são divulgados em um índice geral e aberto por grupos de produtos e serviços.
Outras informações pelo telefone 4239-3258 ou pelo e-mail inpes@uscs.edu.br
A Pesquisa Sócioeconômica, criada em 1983 e em permanente desenvolvimento, objetiva levantar um conjunto de indicadores regionais que, há dezenove anos, subsidia a atividade de planejamento das empresas, órgãos públicos e estudantes da região, podendo ser destacados como principais indicadores:
Indicadores de Renda e Mercado de Trabalho – RMT- (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de Renda – RD - (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de Comprometimento da renda com grupos de despesas – CR - (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de Habitação – HB - (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de Bens e Serviços Domésticos – BSD - (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de População – PP - (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de Escolaridade – ESC - (Evolução: 2002-2011)
Indicadores de Hábitos de Mídia e Acesso a Internet – MDI
Indicadores de Saúde – SD - (Período: 2008-2011)
Indicadores de Cidadania - CDDN
Indicadores de Avaliação da Segurança Pública - SGP
Indicadores de Satisfação com a atuação da Prefeitura Municipal – SAPM - (Período: 2002-2011)
Indicadores de Satisfação com a atuação do Governo Federal – GF (Período: 2002-2011)
02 - Percentual de População com 18 anos ou mais ocupada
03 - Setor econômico da atividade (Agregado no âmbito setorial: indústria, comércio e serviço)
04 - Carga horária da ocupação principal
06 - Rendimento na ocupação principal
07 - Percentual de trabalhadores contribuintes para a Previdência Social
08 - Taxa de desemprego
09 - Tempo de desemprego
01 - Renda familiar
02 - Renda familiar per capita
03 - Renda disponível
04 - Classificação Socioeconômica das Famílias (Critério Brasil)
05 - Classificação Socioeconômica das Famílias (Critério Brasil - Novo)
06 - Opinião sobre a suficiência da Renda
01 - Comprometimento da Renda Total de FAMÍLIAS
02 - Comprometimento da Renda Parcela de FAMÍLIAS que tiveram o gasto no mês
01 - Condição de Propriedade do Imóvel
03 - Pretensão de compra de imóvel nos próximos 6 meses
04 - Gastos com habitação per capita
05 - Tempo de moradia na Região da população com 18 anos ou mais
01 - Distribuição percentual dos moradores segundo o gênero
02 - Distribuição percentual dos moradores segundo a faixa etária
03 - Renda pessoal da população com 18 anos ou mais
04 - Estimativa da Massa Salarial (Rendimento Bruto proveniente da Ocupação Principal)
01 - Grau de escolaridade da população com idade a partir de 18 anos de idade
02 - Anos de estudo da população com 15 anos ou mais
01 - Hábitos de Mídia
02 - Hábitos de Leitura
03 - Acesso à Internet (18 anos ou mais)
01 - Indicadores de Saúde (população com 18 anos ou mais) - Fumante
02 - Indicadores de Saúde (população com 18 anos ou mais) - Dentista
03 - Indicadores de Saúde (população com 18 anos ou mais) - FRUTAS, LEGUMES e VERDURAS
01 - Indicadores de Cidadania - Conhecimento sobre ...
02 - Indicadores de Cidadania - Participação em ...
01 - ROUBO/FURTO
02 - Condições gerais de segurança pública na cidade
03 - Quantidade de Policiais nas ruas do bairro
04 - Atuação da Prefeitura ATUAL em SEGURANÇA PÚBLICA
05 - Atuação do Governo Federal no Combate à Violência
01 - Saúde pública
02 - Educação pública
03 - Moradia
04 - Transporte público
05 - Trânsito
06 - Oferecimento de eventos culturais
07 - Oferecimento de áreas públicas para esporte e lazer
08 - Participação popular
09 - Meio ambiente
10 - Limpeza pública (ruas e avenidas)
14 - Coleta seletiva lixo
15 - Limpeza e conservação de parques e praças
16 - Oferecimento de programas de geração de renda
17 - Obras Públicas
01 - Casa Própria
02 - Salário Mínimo
03 - Combate à Inflação
05 - Remuneração dos aposentados
06 - Melhoria da Qualidade de Vida do Brasileiro
07 - Proteção à Criança e ao Adolescente
08 - Combate à Miséria
09 - Combate à Fome
Para cada levantamento são selecionados em torno de 600 domicílios com pequenas variações de um levantamento para outro, de acordo com a técnica de amostragem probabilística por conglomerados, em 4 estágios sucessivos, a saber:
a) Unidades primárias - municípios (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul);
b) Unidades secundárias - quarteirões, sorteio de 400 quadras da região - amostragem sistemática;
c) Unidades terciárias - domicílios e
d) Unidades quartenárias - entrevistados (idade mínima: 18 anos)
Núcleo da industrialização brasileira, o Grande ABC é uma região composta de sete municípios (São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra) que somados possuíam 2,35 milhões de habitantes em 2000. Região eminentemente industrial, abriga os seguintes pólos setoriais: automotivo, químico, de máquinas e equipamentos, de plásticos e borracha, entre outros. O Pib industrial do Grande ABC, de cerca de 10 bilhões de dólares, corresponde a aproximadamente 14% do Pib industrial do Estado de São Paulo e a aproximadamente 7% do Pib industrial brasileiro. A atividade da indústria no ABC é equivalente à do Rio Grande do Sul (quarto estado industrial brasileiro). Os sete municípios do ABC fazem parte da Região Metropolitana de São Paulo.
Sua importância industrial data desde o início do século XX. Beneficiada pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí - dada sua localização estratégica entre a Cidade de São Paulo e o Porto de Santos, a Região viu sua indústria prosperar. No entanto, foi a partir da metade dos anos de 1950 que o Grande ABC assumiu as feições de centro industrial de destacada dimensão. Neste período, grandes empresas multinacionais produtoras de veículos automotores e autopeças estabeleceram-se na região. Uma década depois, instalou-se na região o Pólo Petroquímico de Capuava, que seria mais tarde núcleo de um robusto complexo químico.
O comportamento das variáveis do cenário econômico nacional internacional, em particular o quadro desenhado a partir de 1990, com a intensificação da abertura da economia nacional e, conseqüentemente, com a exposição das empresas a um grau de competição mais acirrado, imprimiu um conjunto de transformações na estrutura de produção de bens e serviços na região.
O ajustamento das empresas do setor industrial, em busca de maior competitividade moveu-se em direção a novas formas de organização gerencial e produtiva com intensidades e velocidades diferentes em termos de inovações, o que gerou reflexos sobre o mercado de trabalho, tendo como um dos resultados a redução do número médio de pessoas ocupadas em muitos setores industriais na década de 90. O processo de inovação é o mais intenso num comparativo com outras regiões do Estado de São Paulo.
Por outro lado, nesse período ocorre significativa expansão do setor terciário com a abertura de empresas voltadas para a prestação de serviços empresarias e, ainda, a intensificação do trabalho autônomo.
Os reflexos das transformações do ambiente produtivo nacional e internacional sobre o ABC vêm estimulando a prática de uma ação integrada entre os Poderes Municipais e a Sociedade, a partir da constituição de fóruns de debates dos problemas sócio-econômicos regionais e o encaminhamento de alternativas de soluções e, ainda, a criação de entidades que se caracterizam como braço institucional das ações de desenvolvimento a serem implementadas regionalmente, caso típico da implantação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.
| Municípios |
Santo André |
São Bernardo do Campo |
São Caetano do Sul |
| área total em Km2 (1) |
174,8 |
406,2 |
15,3 |
| Densidade demográfica em Km2 (1) |
3708.9 |
1726.5 |
9130.6 |
| Distância da Praça da Sé (Km) (2) |
18 |
20 |
11 |
Fonte: (1) IBGE - Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -2000
Fonte: (2) Emplasa - Empresa Metropolitana da Grande São Paulo - 1996
| Municípios |
Santo André |
São Bernardo do Campo |
São C. do Sul |
| População Total de Município |
648.443 |
701.289 |
140.144 |
| Taxa de crescimento anual 1996-2000 (%) |
0,93 |
1,48 |
0,06 |
| Número de domicílios particulares recenseados |
210.942 |
227.753 |
50.020 |
Fonte: IBGE - Censo - 2000
| Atividade | São Caetano do Sul | Santo André | São Bernardo do Campo |
Grande ABC |
| Agricultura, Pecuária, Silvicultura e Exploração Florestal |
5 |
7 |
16 |
40 |
| Pesca |
1 |
1 |
0 |
3 |
| Industrias Extrativas |
1 |
2 |
2 |
9 |
| Industrias de Transformação |
563 |
981 |
1.232 |
4.533 |
| Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e água |
1 |
4 |
10 |
26 |
| Construção |
96 |
238 |
227 |
762 |
| Comercio Atacadista e Varejista |
1.408 |
3.887 |
3.429 |
11.439 |
| Alojamento e Alimentação |
266 |
610 |
624 |
1.852 |
| Transporte, Armazenagem e Comunicações |
120 |
284 |
545 |
1.179 |
| Intermediação Financeira |
103 |
211 |
191 |
588 |
| Atividades Imobiliárias, Alugueis e Serviços Prestados as Empresas |
841 |
1.551 |
1.557 |
4.590 |
| Administração Publica, Defesa e Seguridade Social |
9 |
18 |
8 |
49 |
| Ensino |
75 |
266 |
256 |
738 |
| Saúde e Serviços Sociais |
295 |
714 |
529 |
1.806 |
| Outras Atividades de Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais |
241 |
520 |
413 |
1.437 |
| Residências Particulares com Empregados Domésticos |
0 |
2 |
0 |
2 |
| Organismos Internacionais e Outras Instituições Extraterritoriais |
0 |
2 |
2 |
6 |
| Total |
4.025 |
9.298 |
9.041 |
29.059 |
Fonte: Dados Adaptados pelo Núcleo de Estudos Econômicos, a partir da Rais/Ministério do Trabalho - 1999
Pesquisa realizada semestralmente (nos meses de março e setembro) pelo Instituto de Pesquisas da Uscs junto aos moradores da região do ABC (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul).
Evolução do rendimento mensal familiar![]() período de levantamento (atualizado pelo IPC-FIPE para fev/01) |
| 1996 a 2000 - dado referente ao mês de agosto 2001 - dado referente ao mês de fevereiro Base: Total de famílias integradas à amostra (1996: 658 famílias; 1997: 628 famílias; 1998: 635 famílias; 1999: 641 famílias; 2000: 645 famílias; 2001: 655 famílias) |
Distribuição de renda: Percentual da renda total detido pela parcela de famílias da Região do ABC![]() Base: Total de famílias integradas à amostra |
Indicador econômico de abrangência regional que mede o comportamento dos preços à vista para o consumidor com nível de renda entre 2 e 14 salários mínimos, com periodicidade quadrissemanal. Os grupos de produtos e serviços que compõem o orçamento das famílias são: Alimentação, Habitação, Despesas Pessoais, Vestuário, Transporte, Saúde e Educação.
| Variações Mensais | Acum. | ||||||
| Meses | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 | 2001 |
| Jan | 2,21% | 1,68% | 1,71% | 1,11% | 0,64% | 0,51% | 0,86% |
| Fev | 2,30% | 0,57% | -0,02% | -0,47% | 0,91% | -0,27% | -0,08% |
| Mar | 1,42% | 0,62% | 0,59% | 0,58% | 0,90% | -0,08% | 0,29% |
| Abr | 2,45% | 1,22% | 0,22% | 0,54% | 0,40% | 0,05% | 0,57% |
| Mai | 2,14% | 0,89% | 0,45% | 0,49% | -0,14% | 0,24% | 0,26% |
| Jun | 1,80% | 1,25% | 1,23% | 0,20% | -0,02% | 0,09% | 0,60% |
| Jul | 2,67% | 0,48% | 0,39% | -0,53% | 1,16% | 1,52% | 0,90% |
| Ago | 1,20% | 0,33% | -0,26% | -0,99% | 0,61% | 2,00% | 0,84% |
| Set | 1,53% | -0,16% | -0,07% | -0,23% | 0,85% | 0,45% | 0,40% |
| Out | 1,92% | 0,41% | 0,32% | -0,03% | 0,60% | 0,13% | |
| Nov | 1,44% | 0,44% | 0,72% | -0,07% | 1,54% | 0,46% | |
| Dez | 0,97% | 0,97% | 0,64% | 0,45% | 0,73% | 0,78% | |
| Acúmulo | 24,39% | 9,05% | 6,08% | 1,05% | 8,49% | 6,01% | |
![]() Série Histórica |
![]() Grupos |
![]() 1998 |
![]() 1999 |
![]() 2000 |
![]() 2001 |
![]() 2002 |
![]() 2003 |
![]() 2004 |
![]() 2005 |
![]() 2006 |
![]() 2007 |
![]() 2008 |
![]() 2009 |
![]() 2010 |
|||||
![]() Plano Real |
|||||
O último levantamento da inflação nesse ano registrou taxa um pouco acima da expectativa traçada inicialmente para esse período. O mês de dezembro termina com o IPC-USCS/ABC apontando uma taxa de 0,81%, o que trouxe a média inflacionária para a casa de 0,51%, enquanto o acumulado no ano avança para 6,30%. Os principais responsáveis pelo resultado da inflação no mês de dezembro para o conjunto de bens e serviços consumidos pelas famílias da região com renda que varia entre dois e quatorze salários foram os grupos alimentação habitação e vestuário. Esse resultado corrobora com aquela expectativa de que historicamente o mês de dezembro é marcado por um ritmo de crescimento dos preços significativamente maior quando comparado ao levantamento de outros períodos, muito embora, esse comportamento dos preços também já havia sido observado no início desse último trimestre do ano. O levantamento aponta que em praticamente todos os grupos do indicador a tendência delineada ao longo do trimestre foi seguida de perto, exceto quando se trata do segmento de vestuário que reverteu à tendência de retração e passou a pressionar o indicador no sentido de alta.
Do ponto de vista do consumidor o aspecto mais favorável desse cenário guarda estrita relação com o comportamento observado no segmento de despesas pessoais, educação, habitação e até mesmo alimentação, que muito embora não tenham deixado de pressionar o índice geral, o fizeram de modo pouco ou menos expressivo. Por outro lado, o segmento de vestuário passou a desempenhar papel mais importante quando se refere á capacidade de exercer maior influência em relação ao crescimento da inflação na região do ABC Paulista. No quadro abaixo é possível observar como se deu a apuração no mês de dezembro para cada um desses grupos que compõe o IPC-USCS, bem como o resultado de seu comportamento ao longo de todo esse ano.
Evolução do IPC-USCS/ABC em 2010 (valores em %)
|
|
Jan |
Fev |
Mar |
Abr |
Maio |
Jun |
Jul |
Ago |
Set |
Out |
Nov |
Dez |
2010 |
|
|
Alimentação |
0,93 |
1,02 |
0,82 |
0,58 |
0,29 |
-0,23 |
-0,47 |
0,33 |
1,16 |
2,02 |
2,11 |
1,44 |
10,43 |
|
|
Habitação |
0,22 |
0,61 |
0,23 |
0,61 |
0,15 |
0,29 |
0,40 |
0,45 |
0,32 |
0,29 |
0,51 |
0,51 |
4,69 |
|
|
Desp. Pessoais |
0,91 |
0,11 |
0,07 |
0,02 |
0,07 |
0,88 |
0,89 |
0,37 |
0,15 |
0,20 |
0,31 |
0,27 |
4,33 |
|
|
Vestuário |
-1,77 |
-1,94 |
1,07 |
3,38 |
3,05 |
1,11 |
-1,43 |
-0,77 |
-0,23 |
0,03 |
-0,54 |
1,34 |
3,18 |
|
|
Transportes |
1,21 |
1,49 |
-0,48 |
-0,39 |
-0,38 |
-0,08 |
0,29 |
0,06 |
0,23 |
0,72 |
0,25 |
0,36 |
3,31 |
|
|
Saúde |
0,79 |
0,02 |
0,60 |
1,64 |
0,80 |
0,33 |
-0,23 |
0,00 |
0,29 |
0,57 |
0,09 |
0,26 |
5,27 |
|
|
Educação |
5,67 |
0,03 |
0,07 |
-0,05 |
0,18 |
0,05 |
0,12 |
0,15 |
0,09 |
0,09 |
0,27 |
0,28 |
7,03 |
|
|
Índice geral |
0,73 |
0,51 |
0,38 |
0,60 |
0,37 |
0,24 |
0,01 |
0,22 |
0,50 |
0,90 |
0,86 |
0,81 |
6,30 |
|
No levantamento atual, a expectativa para o mês foi amplamente superada principalmente em função do comportamento dos preços do segmento de vestuário, que na segunda metade desse período já passou a registrar taxa diferente daquela tendência delineada em meados de novembro. Parte desse comportamento é resultante da expectativa de aquecimento da demanda esperada para esse período. No grupo é possível observar nos artigos voltados ao público feminino, cuja taxa exprime elevação da ordem de 2,27% o principal foco dessa pressão. Além disso, os artigos do vestuário masculino adulto e os produtos de joalheria também registraram crescimento significativo da ordem de 1,12% e 2,33% respectivamente nesse levantamento.
Em relação ao grupo transportes observou-se elevação de 0,36%. Essa taxa passou a apontar novamente o movimento de crescimento nos preços do álcool combustível a partir do final da primeira metade do mês de dezembro cujo aumento médio para esse segmento culminou com uma elevação de 4,77%, enquanto a gasolina apontou alta de 0,24%. O IPC ainda registrou movimento crescente nos preços dos serviços de funilaria e pintura e reparos mecânicos, além de captar alta média de 1,59% no preço do óleo lubrificante para motor. O segmento de saúde também contribuiu de modo importante para manter a taxa de inflação no patamar atual ao registrar crescimento de 0,26%, ancorado a partir das altas observadas nos serviços médicos, notadamente consultas oftalmológicas e serviços básicos de odontologia.
Já o grupo que agrega os gastos habitacionais teve seu resultado afetado pelas majorações registradas principalmente nos subgrupos de manutenção no domicílio cuja elevação foi da ordem de 0,39%, dos aluguéis residenciais que subiram em média 0,66%, aliados a pressão no sentido alta observado nos artigos de cama mesa e banho que apresentaram aumento médio de 2,10% para o consumidor da região. O segmento de educação registrou praticamente o mesmo nível de crescimento com alta de 0,28% contra uma taxa ligeiramente menor no mês de novembro.
No que concerne ao segmento de alimentação, embora o resultado anual tenha ficado acima de qualquer previsão realizada no início do ano, reflete em boa medida a junção de uma série de fatores que em algum grau de importância influenciaram no comportamento desse segmento nos mercados doméstico e internacional. Esses fatores refletem de certo modo a melhoria no nível de emprego e renda, como também maior acesso ao sistema de crédito no mercado doméstico, passando por problemas climáticos que desencadearam mesmo que temporariamente algum desequilíbrio entre oferta e demanda para alguns produtos ou grupos de produtos em um desses mercados ou em ambos.
O que se observou ao longo do ano foi um movimento menos contido de elevação nos preços dos alimentos, onerando um pouco mais o orçamento doméstico das famílias residentes na região, principalmente quando se compara com a evolução da taxa de crescimento desse grupo ao longo do ano cuja alta média foi de 10,43%, em relação ao ano anterior, quando o indicador havia captado uma taxa significativamente menor da ordem de 3,05%. No levantamento de dezembro, a pressão altista decorre notadamente das variações positivas captadas nos chamados alimentos "in natura" cuja majoração média foi de 2,19%, contra uma taxa de 1,20% no período anterior, além dos industrializados que em média ficaram mais caros 1,70%. A boa noticia para o consumidor decorre do fato de o indicador já capturar expressivo recuo no subgrupo dos alimentos semi-elaborados (alta de 0,31%), contra um aumento da ordem de 4,37% em novembro. Esse recuo reflete substancialmente o movimento de queda no preço dos cereais (-2,83%), bem como o crescimento significativamente menor registrado nos diversos cortes das carnes de origem bovina e suína (crescimento médio de 1,35%, frente alta de 9,72% em novembro), associada á redução no ímpeto altista captada no preço da carne de frango. Nesse levantamento, o IPC-USCS também recebeu forte influência do subgrupo de alimentação cujo consumo ocorre prioritariamente fora do ambiente domiciliar, cujo registro de alta avançou 2,29%, e apresenta como ponto de partida as expressivas majorações observadas no preço dos lanches e das refeições que ficaram em média mais caros para o consumidor da região 2,49% e 2,12% respectivamente.
PERSPECTIVAS:
Para janeiro, espera-se costumeiramente a elevação nos preços das mensalidades escolares, de parte do Imposto Predial e Territorial Urbano, além do impacto do reajuste de parte da tarifa do transporte público na região. Nos demais segmentos que fazem composição do orçamento doméstico a presença de um comportamento estável é dado quase como certo. Registre-se, entretanto, a possibilidade de manutenção no patamar de crescimento dos preços dos produtos alimentícios notadamente aqueles cujo consumo é feito prioritariamente sob a forma "in natura". Porém, por se tratar de período de férias, quando muitas famílias estão ausentes em viagens, esperamos pressão um pouco menor por parte desse segmento, inclusive com o acirramento da competição entre diversos supermercados instalados na região, o que poderá contribuir para que o índice se mantenha no mesmo patamar de crescimento.
USCS/INPES
Lúcio Flávio Dantas - Assistente de Coordenação do IPC-USCS/ABC.
P.s. O Índice de Preços ao Consumidor do ABC - IPC-USCS será interrompidopor tempo ainda não determinadoem decorrência dos ajustes a serem implementadosem sua estrutura de ítens e de ponderação utilizados na composição do indicador geral.
