O Inpes - criado em 1982, vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa aplicada nas áreas de interesse de seus cursos de graduação, pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu e implementando outros projetos em atendimento a solicitações da comunidade empresarial e administração pública, particularmente nas suas áreas de especialidades.
Visualizando a pesquisa como ferramenta de auxílio ao marketing, gestão empresarial e institucional, ações de planejamento público e de políticas sociais, o Inpes Uscs tem o objetivo de suprir as comunidades empresariais, instituições públicas e outras entidades com informações que as auxiliem na tomada de decisão, identificando oportunidades e minimizando riscos.
1) Seguir os princípios éticos da prestação de serviço de pesquisa;
2) Qualidade, agilidade e idoneidade no planejamento, coleta e análise de dados e na assessoria oferecida aos nossos clientes;
3) Atualização constante do instrumental metodológico e analítico, acompanhando as alterações do mercado e desenvolvimento tecno-científico;
4) Desenvolvimento de metodologias específicas e inovadoras para atendimento às necessidades individuais dos clientes.
O Inpes - Instituto de Pesquisas da Uscs é um departamento da instituição que se propõe a desenvolver e elaborar projetos de pesquisa em parceria com os seus clientes em todas as etapas do processo, a saber:
Mediante contratação, o Inpes executa serviços de desenvolvimento e implementação de metodologia de pesquisas - levantamento e análises de dados e prestação de serviços de assessoria.
Realização de levantamentos semestrais de dados e respectiva divulgação dos seus resultados. Para cada levantamento são selecionados em torno de 600 domicílios, mediante a aplicação da técnica de amostragem probabilística por conglomerados. A pesquisa é realizada na Região do ABC (integrada pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul), que possui uma população de aproximadamente de 1,5 milhões de pessoas residentes, agrupadas em 489 mil famílias.
Essa pesquisa gera um conjunto fixo de indicadores regionais com o objetivo de subsidiar as atividades de planejamento das empresas, órgãos públicos, entidades não-governamentais e estudantes:
Esse trabalho recebeu em 1984 o prêmio Menção Honrosa concedido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Revista Marketing por sua excelência.
O Índice Preço ao Consumidor do ABC - IPC-Uscs -, implantado em dezembro de 1993, é um indicador econômico de abrangência regional que mede o comportamento dos preços à vista para o consumidor com nível de renda entre 2 e 14 salários mínimos, com periodicidade quadrissemanal. Os grupos de produtos e serviços que compõem o orçamento das famílias são: Alimentação, Habitação, Despesas Pessoais, Vestuário, Transporte, Saúde e Educação.
Esse levantamento foi premiado em abril de 1995, pela Revista Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ao lado de outras sete instituições. Entre os critérios que levaram o IPC-Uscs à premiação estão a originalidade da iniciativa, a importância do tema pesquisado, a qualidade da análise e interpretação dos dados.
Os resultados são divulgados em um índice geral e aberto por grupos de produtos e serviços.
Outras informações pelo telefone 4239-3258 ou pelo e-mail inpes@uscs.edu.br
A Pesquisa Sócioeconômica, criada em 1983 e em permanente desenvolvimento, objetiva levantar um conjunto de indicadores regionais que, há dezenove anos, subsidia a atividade de planejamento das empresas, órgãos públicos e estudantes da região, podendo ser destacados como principais indicadores:
Indicadores de Renda e Mercado de Trabalho – RMT- (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de Renda – RD - (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de Comprometimento da renda com grupos de despesas – CR - (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de Habitação – HB - (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de Bens e Serviços Domésticos – BSD - (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de População – PP - (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de Escolaridade – ESC - (Evolução: 2002-2009)
Indicadores de Hábitos de Mídia e Acesso a Internet – MDI
Indicadores de Saúde – SD - (Período: 2008-2009)
Indicadores de Cidadania - CDDN
Indicadores de Avaliação da Segurança Pública - SGP
Indicadores de Satisfação com a atuação da Prefeitura Municipal – SAPM - (Período: 2002-2009)
Indicadores de Satisfação com a atuação do Governo Federal – GF (Período: 2002-2009)
02 - Percentual de População com 18 anos ou mais ocupada
03 - Setor econômico da atividade (Agregado no âmbito setorial: indústria, comércio e serviço)
04 - Carga horária da ocupação principal
06 - Rendimento na ocupação principal
07 - Estimativa da massa salarial na população de residentes trabalhadores com idade a partir de 18 anos.
08 - Percentual de trabalhadores contribuintes para a Previdência Social
09 - Taxa de desemprego
10 - Tempo de desemprego
01 - Renda familiar
02 - Renda familiar per capita
03 - Renda disponível
04 - Classificação Socioeconômica das Famílias (Critério Brasil)
05 - Opinião sobre a suficiência da Renda
01 - Comprometimento da Renda Total de FAMÍLIAS
02 - Comprometimento da Renda Parcela de FAMÍLIAS que tiveram o gasto no mês
01 - Condição de Propriedade do Imóvel
03 - Pretensão de compra de imóvel nos próximos 6 meses
04 - Gastos com habitação per capita
05 - Tempo de moradia na Região da população com 18 anos ou mais
01 - Distribuição percentual dos moradores segundo o gênero
02 - Distribuição percentual dos moradores segundo a faixa etária
03 - Renda pessoal da população com 18 anos ou mais
01 - Grau de escolaridade da população com idade a partir de 18 anos de idade
02 - Anos de estudo da população com 15 anos ou mais
01 - Hábitos de Mídia
02 - Hábitos de Leitura
03 - Acesso à Internet (18 anos ou mais)
01 - Indicadores de Saúde (população com 18 anos ou mais) - Fumante
02 - Indicadores de Saúde (população com 18 anos ou mais) - Dentista
03 - Indicadores de Saúde (população com 18 anos ou mais) - FRUTAS, LEGUMES e VERDURAS
01 - Indicadores de Cidadania - Conhecimento sobre ...
02 - Indicadores de Cidadania - Participação em ...
01 - ROUBO/FURTO
02 - Condições gerais de segurança pública na cidade
03 - Quantidade de Policiais nas ruas do bairro
04 - Atuação da Prefeitura ATUAL em SEGURANÇA PÚBLICA
05 - Atuação do Governo Federal no Combate à Violência
01 - Saúde pública
02 - Educação pública
03 - Moradia
04 - Transporte público
05 - Trânsito
06 - Oferecimento de eventos culturais
07 - Oferecimento de áreas públicas para esporte e lazer
08 - Participação popular
09 - Meio ambiente
10 - Limpeza pública (ruas e avenidas)
14 - Coleta seletiva lixo
15 - Limpeza e conservação de parques e praças
16 - Oferecimento de programas de geração de renda
17 - Obras Públicas
01 - Casa Própria
02 - Salário Mínimo
03 - Combate à Inflação
05 - Remuneração dos aposentados
06 - Melhoria da Qualidade de Vida do Brasileiro
07 - Proteção à Criança e ao Adolescente
08 - Combate à Miséria
09 - Combate à Fome
Para cada levantamento são selecionados em torno de 600 domicílios com pequenas variações de um levantamento para outro, de acordo com a técnica de amostragem probabilística por conglomerados, em 4 estágios sucessivos, a saber:
a) Unidades primárias - municípios (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul);
b) Unidades secundárias - quarteirões, sorteio de 400 quadras da região - amostragem sistemática;
c) Unidades terciárias - domicílios e
d) Unidades quartenárias - entrevistados (idade mínima: 18 anos)
Núcleo da industrialização brasileira, o Grande ABC é uma região composta de sete municípios (São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra) que somados possuíam 2,35 milhões de habitantes em 2000. Região eminentemente industrial, abriga os seguintes pólos setoriais: automotivo, químico, de máquinas e equipamentos, de plásticos e borracha, entre outros. O Pib industrial do Grande ABC, de cerca de 10 bilhões de dólares, corresponde a aproximadamente 14% do Pib industrial do Estado de São Paulo e a aproximadamente 7% do Pib industrial brasileiro. A atividade da indústria no ABC é equivalente à do Rio Grande do Sul (quarto estado industrial brasileiro). Os sete municípios do ABC fazem parte da Região Metropolitana de São Paulo.
Sua importância industrial data desde o início do século XX. Beneficiada pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí - dada sua localização estratégica entre a Cidade de São Paulo e o Porto de Santos, a Região viu sua indústria prosperar. No entanto, foi a partir da metade dos anos de 1950 que o Grande ABC assumiu as feições de centro industrial de destacada dimensão. Neste período, grandes empresas multinacionais produtoras de veículos automotores e autopeças estabeleceram-se na região. Uma década depois, instalou-se na região o Pólo Petroquímico de Capuava, que seria mais tarde núcleo de um robusto complexo químico.
O comportamento das variáveis do cenário econômico nacional internacional, em particular o quadro desenhado a partir de 1990, com a intensificação da abertura da economia nacional e, conseqüentemente, com a exposição das empresas a um grau de competição mais acirrado, imprimiu um conjunto de transformações na estrutura de produção de bens e serviços na região.
O ajustamento das empresas do setor industrial, em busca de maior competitividade moveu-se em direção a novas formas de organização gerencial e produtiva com intensidades e velocidades diferentes em termos de inovações, o que gerou reflexos sobre o mercado de trabalho, tendo como um dos resultados a redução do número médio de pessoas ocupadas em muitos setores industriais na década de 90. O processo de inovação é o mais intenso num comparativo com outras regiões do Estado de São Paulo.
Por outro lado, nesse período ocorre significativa expansão do setor terciário com a abertura de empresas voltadas para a prestação de serviços empresarias e, ainda, a intensificação do trabalho autônomo.
Os reflexos das transformações do ambiente produtivo nacional e internacional sobre o ABC vêm estimulando a prática de uma ação integrada entre os Poderes Municipais e a Sociedade, a partir da constituição de fóruns de debates dos problemas sócio-econômicos regionais e o encaminhamento de alternativas de soluções e, ainda, a criação de entidades que se caracterizam como braço institucional das ações de desenvolvimento a serem implementadas regionalmente, caso típico da implantação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.
| Municípios |
Santo André |
São Bernardo do Campo |
São Caetano do Sul |
| área total em Km2 (1) |
174,8 |
406,2 |
15,3 |
| Densidade demográfica em Km2 (1) |
3708.9 |
1726.5 |
9130.6 |
| Distância da Praça da Sé (Km) (2) |
18 |
20 |
11 |
Fonte: (1) IBGE - Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -2000
Fonte: (2) Emplasa - Empresa Metropolitana da Grande São Paulo - 1996
| Municípios |
Santo André |
São Bernardo do Campo |
São C. do Sul |
| População Total de Município |
648.443 |
701.289 |
140.144 |
| Taxa de crescimento anual 1996-2000 (%) |
0,93 |
1,48 |
0,06 |
| Número de domicílios particulares recenseados |
210.942 |
227.753 |
50.020 |
Fonte: IBGE - Censo - 2000
| Atividade | São Caetano do Sul | Santo André | São Bernardo do Campo |
Grande ABC |
| Agricultura, Pecuária, Silvicultura e Exploração Florestal |
5 |
7 |
16 |
40 |
| Pesca |
1 |
1 |
0 |
3 |
| Industrias Extrativas |
1 |
2 |
2 |
9 |
| Industrias de Transformação |
563 |
981 |
1.232 |
4.533 |
| Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e água |
1 |
4 |
10 |
26 |
| Construção |
96 |
238 |
227 |
762 |
| Comercio Atacadista e Varejista |
1.408 |
3.887 |
3.429 |
11.439 |
| Alojamento e Alimentação |
266 |
610 |
624 |
1.852 |
| Transporte, Armazenagem e Comunicações |
120 |
284 |
545 |
1.179 |
| Intermediação Financeira |
103 |
211 |
191 |
588 |
| Atividades Imobiliárias, Alugueis e Serviços Prestados as Empresas |
841 |
1.551 |
1.557 |
4.590 |
| Administração Publica, Defesa e Seguridade Social |
9 |
18 |
8 |
49 |
| Ensino |
75 |
266 |
256 |
738 |
| Saúde e Serviços Sociais |
295 |
714 |
529 |
1.806 |
| Outras Atividades de Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais |
241 |
520 |
413 |
1.437 |
| Residências Particulares com Empregados Domésticos |
0 |
2 |
0 |
2 |
| Organismos Internacionais e Outras Instituições Extraterritoriais |
0 |
2 |
2 |
6 |
| Total |
4.025 |
9.298 |
9.041 |
29.059 |
Fonte: Dados Adaptados pelo Núcleo de Estudos Econômicos, a partir da Rais/Ministério do Trabalho - 1999
Pesquisa realizada semestralmente (nos meses de março e setembro) pelo Instituto de Pesquisas da Uscs junto aos moradores da região do ABC (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul).
Evolução do rendimento mensal familiar![]() período de levantamento (atualizado pelo IPC-FIPE para fev/01) |
| 1996 a 2000 - dado referente ao mês de agosto 2001 - dado referente ao mês de fevereiro Base: Total de famílias integradas à amostra (1996: 658 famílias; 1997: 628 famílias; 1998: 635 famílias; 1999: 641 famílias; 2000: 645 famílias; 2001: 655 famílias) |
Distribuição de renda: Percentual da renda total detido pela parcela de famílias da Região do ABC![]() Base: Total de famílias integradas à amostra |
Indicador econômico de abrangência regional que mede o comportamento dos preços à vista para o consumidor com nível de renda entre 2 e 14 salários mínimos, com periodicidade quadrissemanal. Os grupos de produtos e serviços que compõem o orçamento das famílias são: Alimentação, Habitação, Despesas Pessoais, Vestuário, Transporte, Saúde e Educação.
| Variações Mensais | Acum. | ||||||
| Meses | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 | 2001 |
| Jan | 2,21% | 1,68% | 1,71% | 1,11% | 0,64% | 0,51% | 0,86% |
| Fev | 2,30% | 0,57% | -0,02% | -0,47% | 0,91% | -0,27% | -0,08% |
| Mar | 1,42% | 0,62% | 0,59% | 0,58% | 0,90% | -0,08% | 0,29% |
| Abr | 2,45% | 1,22% | 0,22% | 0,54% | 0,40% | 0,05% | 0,57% |
| Mai | 2,14% | 0,89% | 0,45% | 0,49% | -0,14% | 0,24% | 0,26% |
| Jun | 1,80% | 1,25% | 1,23% | 0,20% | -0,02% | 0,09% | 0,60% |
| Jul | 2,67% | 0,48% | 0,39% | -0,53% | 1,16% | 1,52% | 0,90% |
| Ago | 1,20% | 0,33% | -0,26% | -0,99% | 0,61% | 2,00% | 0,84% |
| Set | 1,53% | -0,16% | -0,07% | -0,23% | 0,85% | 0,45% | 0,40% |
| Out | 1,92% | 0,41% | 0,32% | -0,03% | 0,60% | 0,13% | |
| Nov | 1,44% | 0,44% | 0,72% | -0,07% | 1,54% | 0,46% | |
| Dez | 0,97% | 0,97% | 0,64% | 0,45% | 0,73% | 0,78% | |
| Acúmulo | 24,39% | 9,05% | 6,08% | 1,05% | 8,49% | 6,01% | |
![]() Série Histórica |
![]() Grupos |
![]() 1998 |
![]() 1999 |
![]() 2000 |
![]() 2001 |
![]() 2002 |
![]() 2003 |
![]() 2004 |
![]() 2005 |
![]() 2006 |
![]() 2007 |
![]() 2008 |
![]() 2009 |
![]() Plano Real |
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A taxa de inflação mensurada pelo Instituto de Pesquisas da USCS para a região do Abc Paulista confirma a expectativa de desaceleração quando comparado ao mês de janeiro e registra crescimento menor da ordem de 0,51%. De modo diferente em relação a janeiro, observa-se que parcela expressiva da responsabilidade em relação ao ritmo de crescimento nos preços apontados no levantamento do mês anterior já não está exercendo tamanho impacto sobre o indicador. Essa pressão que tinha origem notadamente no segmento de educação a partir da evolução nos preços das mensalidades escolares e de uma parcela do reajuste nos serviços de saúde na região, bem como o segmento de gastos com as chamadas despesas pessoais que já não causam tamanha influência em virtude de sua incorporação ter ocorrido ao longo das últimas apurações do Ipc-Uscs, notadamente quando se trata das mensalidades escolares.
Entretanto, os grupos alimentação, habitação e transportes passam a apresentar nível de crescimento relativamente mais elevado principalmente quando comparado aos resultados dos demais grupos que compõem o indicador. Com a incorporação do atual resultado a inflação acumulada nos últimos doze meses pula para 5,24%, com média mensal da ordem de 0,43%, enquanto a taxa acumulada no ano atinge 1,25%.
O levantamento do mês de fevereiro volta a ser marcado pelo crescimento no nível de preços dos produtos alimentícios que até o final do ano passado vinham passando por um período de relativa acomodação. Esse comportamento altista foi confirmado nesta última apuração quando o IPC apontou crescimento médio de 1,02%. Essa taxa apenas confirma aquela expectativa de tendência altista que se observou no mês anterior para esse segmento. Nesse cenário, e em virtude de sua representatividade no orçamento doméstico, a incidência dessa variação foi suficiente para gerar uma inflação da ordem de 0,34%.
Um dos avanços mais importante para o crescimento dos preços dos produtos alimentícios foi observado no subgrupo de produtos industrializados cujo aumento foi da ordem de 0,92%, frente uma elevação de 0,36% no mês imediatamente anterior. Nesse contexto é importante destacar o comportamento de alguns produtos a exemplo do açúcar refinado cuja alta foi de 14,49%, do pão francês alta de 1,89%, da manteiga fresca 2,57%, do queijo tipo parmesão 2,27%, além do macarrão e do molho de tomate que ficaram 2,47% e 1,47% respectivamente mais caros para o consumidor. Em relação aos produtos semi-elaborados, podemos afirmar que de certa forma estes contribuíram em sentido contrário ao primeiro, impedindo que a taxa de crescimento do grupo ficasse acima da registrada. Dentre os produtos do segmento, o destaque fica por conta do comportamento deflacionário observado no preço dos diversos cortes das carnes bovinos e suínos (queda de 1,19%), bem como em relação à de frango que registrou em média crescimento negativo de (0,81%). Entretanto nesse mesmo segmento de produtos, o Ipc também captou forte pressão no preço do leite tipo longa vida 5,74%, bem como no preço do arroz cuja alta média foi de 6,67%. No que concerne aos produtos “in natura”, a pressão altista, embora menor, ainda pode ser considerada bastante expressiva (era 3,07% e passou para 2,59%em fevereiro) e está mais presente nas verduras e legumes cuja alta média foi de 16,00% e 7,07% respectivamente, além dos tubérculos cuja elevação foi da ordem de 2,27%. Em contraposição a esses aumentos o registro deflacionário de 0,01% nos preços das frutas frente uma aceleração da ordem de 3,68% no mês de janeiro é a posição mais favorável do ponto de vista do consumidor.
No grupo transportes o IPC captou alta de 1,49% frente uma elevação de 1,21% em janeiro. Esse avanço se deveu principalmente ao fato de que em uma parcela do transporte público na região já vigora novo patamar de valor para tarifa. Aliado a esse aspecto, o indicador também continuou a receber influência do segmento de transportes próprios. Esses aumentos são mais evidentes nos serviços de reparos mecânicos cuja alta média foi de 2,73%, nos serviços de higienização de veículos alta de 1,77%, além da variação no preço da gasolina e do álcool combustível que registraram avanço de 1,53% e 1,21% respectivamente.
O grupo habitação apresentou taxa de crescimento que difere muito do ponto de vista de magnitude daquela observada no levantamento anterior ao registrar crescimento da ordem de 0,61% diante de uma taxa menos expressiva em janeiro quando o Ipc-Uscs capturou alta de 0,22% para esse grupo de produtos e serviços. Tal comportamento reflete notadamente as majorações capturadas nos chamados aluguéis residenciais que ficaram mais caros em média 0,59% na região, como também no subgrupo de manutenção no domicílio que registra taxa de crescimento de 0,86%.
As despesas pessoais também passaram a exercer influência significativamente menor na formação do índice geral neste último levantamento. Com alta de 0,11% esse grupo sofreu a influência, embora residual, dos gastos com combustíveis em viagens durante os finais de semana, cuja taxa de crescimento passou de 6,03% em janeiro para 1,47% nesse último levantamento quadrissemanal. Aliado a isso o subgrupo de serviços pessoais também pressionou o índice geral a partir da majoração média de 0,75%. Por outro lado, todos esses subgrupos vinham pressionando fortemente a taxa do grupo, no sentido de alta, fato que não se repetiu nesse novo período de apuração.
O segmento de educação deixa de ser de forma isolada o grande vilão da inflação na região a partir da incorporação do impacto do reajuste no preço das mensalidades escolares. Esse comportamento relativamente estável também foi observado nos gastos com saúde cujo registro de alta passa a ser de apenas 0,02%. Em relação aos artigos de vestuário (-1,94%), a desaceleração é resultado do processo de promoção que o setor vem realizando desde meados de janeiro. Nesse cenário, observa-se em relação aos artigos voltados ao público feminino que os recuos nos preços desses produtos foram intensificados, o que representa aqui uma retração média de (-4,14%), enquanto os preços dos calçados e dos artigos infantis foram reduzidos em média respectivamente (-0,71%) e (-4,47%) nesse mesmo período.
PERSPECTIVAS: Nos próximos levantamentos podemos esperar um cenário com significativa semelhança em relação ao que vislumbramos no último mês. Entretanto, a intensificação da pressão oriunda do grupo de transportes, aliado a um possível estreitamento no processo promocional observado no segmento de vestuário podem corroborar para uma modificação na magnitude de apuração do indicador. Entretanto, essa evolução da taxa de inflação terá no segmento de alimentação o ponto de referência. De uma forma geral, não há motivos no cenário macroeconômico para que se espere uma maior elevação da taxa de inflação nos próximos dois meses. As variações estão mais associadas aos acontecimentos pontuais.
USCS/INPES Lúcio Flávio Dantas – Assistente de Coordenação do IPC-USCS/ABC
