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Índice de preço ao consumidor - IPC-Uscs/ABC

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Plano Real

LEVANTAMENTO DO MÊS DE NOVEMBRO 2008

Período Atual: 01/11/2008 a 30/11/2008 Período Base: 01/10/2008 a 31/10/2008

No mês de novembro a Universidade Municipal de São Caetano através de seu indicador de preços captou variação de 0,37% para a inflação da região, o que confirma e até mesmo supera a expectativa de manutenção do cenário observado no mês de outubro quando a alta média dos preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias cuja renda situa-se entre dois e quatorze salários mínimos ficou em 0,40%. Com esse resultado, a evolução da inflação regional ao longo do ano mantém a trajetória ascendente e atinge 5,32%, enquanto o resultado dos últimos doze meses recua para 6,46%, com média mensal de 0,52%. Nesse momento em que a taxa de inflação registra crescimento menor, partindo-se dessa média é até possível projetar-se uma taxa de inflação ligeiramente abaixo de 6%.

Esse crescimento ligeiramente menor resultou do comportamento favorável do ponto de vista do consumidor observado em relação aos grupos vestuário e transportes bem como em virtude do desaquecimento observado na segunda metade desse período em relação aos preços do grupo alimentação. Por outro lado, é importante destacar o papel expansionista observado no segmento de gastos habitacionais que seguramente vêm atuando no sentido de impedir um recuo mais significativo na taxa de inflação da região do Abc Paulista. Esse cenário certamente deverá perpetuar-se por mais algum tempo ao longo do ultimo mês do ano. No quadro abaixo fica mais fácil a identificação em relação ao comportamento de cada um dos grupos que compõe o indicador, bem como observar a evolução mensal ao longo de todo esse ano de 2008.

Gruposnov/08InfluênciaSérie 2008
Transportes0,01%0,00%Jan0,72%Jul0,34%
Despesas pessoais 0,20%0,04%Fev-0,03%Ago0,33%
Educação 0,28%0,01%Mar 0,28%Set0,19%
Vestuário0,32%0,03%Abr 0,53%Out0,40%
Saúde0,34%0,02%Mai1,09%Nov0,37%
Habitação0,43%0,07%Jun0,99%
Alimentação0,61%0,20%Evolução em 20086,46%
Índice Geral0,37%Nos últimos 12 meses5,32%

No grupo alimentação, o comportamento altista traduzido pelo avanço de 0,61% para esse período demonstra, antes de qualquer outro aspecto, um processo de recuo nos preços praticados no setor depois de sucessivos períodos no qual esse importante segmento de produtos do orçamento familiar registrou crescimento a taxas crescentes. É importante salientar que esse processo altista esteve presente em praticamente todos os segmentos que contribuem para a formação da taxa do grupo.

Se por um lado observamos em relação aos produtos "in natura" elevação expressiva de 1,38%, ancorado no comportamento principalmente das frutas, legumes, verduras e do peixe fresco, cujas majorações refletem altas médias para o consumidor final acima de 2,3%, por outro lado, foi possível observar o registro de crescimento mais moderado no subgrupo dos alimentos semi-elaborados cuja pressão altista foi de apenas 0,17% nesse período. Essa pressão no sentido de alta também foi observada em relação aos produtos industrializados cujo avanço foi da ordem de 0,56%.

Em relação aos semi-elaborados observamos que, embora a alta média registrada no subgrupo não apresenta forte expansão, alguns segmentos desse subgrupo ainda registram elevação significativa a exemplo dos diversos cortes da carne bovina e suína cuja majoração média foi da ordem de 2,62%. Registre-se que o comportamento desse subgrupo reflete notadamente os recuos captados pelo indicador no preço dos cereais e da carne de frango. No que se refere aos industrializados, essa alta é resultado principalmente do crescimento nos preços de produtos como o açúcar refinado, o café moído, os derivados da carne, os enlatados e o pescado dentre outros.

No levantamento atual, o esperado início do efeito de aumento na demanda por produtos do segmento de vestuário nesta época do ano, não foi suficiente para sustentar a incorporação no ritmo de crescimento nos preços registrados no mês anterior, e com isso esse grupo encerra o período com registro de crescimento significativamente menor quando comparado à leitura do mês de outubro. Esse cenário resulta principalmente em função dos recuos captados pelo Ipc-Uscs nos produtos do vestuário masculino e calçados, cuja evolução mensal é representada por uma taxa de 0,72% e (-1,57%) respectivamente. Já em relação aos gastos com transportes, essa quase ausência de pressão que já vinha sendo sinalizada ao longo dos últimos levantamentos ainda persiste nesse final de período. Nesse grupo esse comportamento esteve mais associado ao rebaixamento no preço notadamente do álcool combustível. No mesmo sentido, observamos que o grupo despesas pessoais também registra pequeno movimento no sentido de retração culminando com variações menores notadamente nos subgrupos de fumo e bebidas, recreação e cultura e serviços pessoais.

No segmento de habitação verificou-se crescimento importante com taxa de 0,43% frente ao resultado de 0,28% observado no mês de outubro. Esse avanço é reflexo principalmente do comportamento do subgrupo de aluguéis residenciais cuja pressão se traduz em elevação da ordem de 0,75%, bem como em virtude das majorações capturadas nos artigos de limpeza que ficaram em média 0,87% mais caros para o consumidor da região. No segmento de saúde a pressão no sentido de alta, embora pequena, contribui no sentido de impedir um recuo maior do indicador. Essa alta tem origem no subgrupo de serviços médicos que registrou aumento médio de 0,59%, principalmente a partir da majoração média de 1,30% observada nos chamados serviços básicos de odontologia.

Perspectiva
Para o mês de dezembro, será possível registrar uma taxa de inflação na região próxima do atual resultado, entretanto, historicamente esse último período do ano é sempre marcado por uma elevação no ritmo da demanda, o que por sua vez até certa medida pode provocar variação crescente no indicador de preços. Por outro lado, o cenário esperado para o período seguinte não deve sofrer alterações significativas que possam justificar uma mudança muito brusca. É imperativo observar que essa expectativa tem como referência a manutenção em níveis pouco elevados dos demais grupos que compõe o indicador.

USCS/INPES
Lúcio Flávio Dantas - Assistente de Coordenação do IPC-USCS/ABC

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